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sábado, 13 de dezembro de 2008

Blogagem Coletiva – Coisas do meu Brasil 2

Coisas do meu Brasil. Cores, sons, cheiros. Uma memória de várias cidades onde morei ou passei de viagem. Feiras. Desde criança achava uma delicia passear nas feiras das cidadezinhas do interior, quando viajava com meu pai. Cada feira era um mundo novo, tinha algo a ser descoberto. Uma fruta, um objeto de artesanato, uma cena engraçada ou inusitada. E isso ficou. Continuei adorando ir às feiras, não só essas do interior, com fumo de rolo e tudo, mas também aquelas de artesanato, de antiguidades que se têm na cidade grande.

Esta foto é daqui.

A recordação desses momentos me remete a dias ensolarados, a um céu azul, a uma alegria, a pessoas queridas. E a uma boa comida. Mas devo dizer que dias chuvosos também são bons. Lembro de ir com uma amiga na feira da Praça Benedito Calixto que ocorre aos sábados em São Paulo. Choviscava e ameaçava mais. Fila para o restaurante mineiro. Fomos ouvir o chorinho na praça, maravilhoso. Comemos acarajé. Passeamos pelas barracas de antiguidades. E eu, que acho gente muito interessante, simplesmente adoro a diversidade de tipos que se vê em um lugar assim. Lembro dessa praça em dias ensolarados também, e com menos fila pro restaurante. Falando de São Paulo, no domingo gostava de ir à feira do MASP. Adorava tanto as barracas com antiguidades, como as de artesanato. A parada obrigatória era para comer numa barraca de japoneses que vendiam yakissoba e tempurá. Sou fã do tempurá. Tenho uma amiga gaúcha que também frequentava essa feira do Masp quando morava em Sampa. Quando fui visitá-la em Porto Alegre, levou-me para conhecer a feira do Brique da Rendenção. Adorei. O dia estava lindo, as pessoas com seu chimarrão, o artesanato, tudo. Em Belo Horizonte não se pode deixar de ir à feira Hippie, ou feira de Arte e Artesanato da Av. Afonso Pena. Mas vá cedo. Bem cedo. Essa feira tem de tudo: artesanato, bijuterias, sapatos, bolsas, comida... E um mundo de gente. No trecho onde a feira acontece tem o Palácio da Artes, com sua loja de artesanato, exposições e outros eventos. Em Ilheús, onde nasci e vou nas férias, gosto de passear nas feiras que se montam na avenida no verão, com artesanato, roupas, comida... É muito bom andar na beira-mar, encontrar os amigos, e dar umas voltas na feira.

E na sua cidade, como é a feira que tem neste domingo? Me convida, que eu vou...

Feira do Brique

Esta foto é daqui.

Feira do Brique

Esta foto é daqui.

Feira do Brique - Veja mais aqui e aqui .


Feira Hippie de BH

Esta foto é daqui.



Feira da Pça Benedito CalixtoEsta foto é daqui.

Não podia deixar de colocar fotos de Ilhéus. Embora eu não tenha fotos de feira, coloco fotos onde se pode ver a av. Soares Lopes que abriga estas feiras. As fotos são de Mauro Varandas, que as enviou para mim.






Não pude deixar de colocar esta. Por que será que eu gosto tanto de azul?


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segunda-feira, 19 de março de 2007

Olhares e divagações I




Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar...
(Vinicius de Moraes)


Na África do Sul existem tribos onde as pessoas se saúdam utilizando a expressão sawa bona que significa, “Te vejo”. Ao receber esta saudação, devemos responder sikhona, “Estou aqui”. Fazendo parte do espírito do Ubuntu, essa troca significa que até você me ver, eu não existo. É o seu olhar que me faz existir.

(imagem: "colagem" by Iêda)

terça-feira, 6 de março de 2007

Ubuntu

Aprendi esta nova palavra, de origem africana: Ubuntu. A ouvi em um filme com o Samuel L Jackson e Juliete Binoche ( "Em Minha Terra"). Achei fantástica a força da idéia presente nela. Ubuntu nos diz que "uma pessoa é uma pessoa através das outras pessoas" e que nos tornamos humanos através do outro. O indivíduo é definido em termos de suas várias relações com os outros.






"A traveller through our country would stop at a village, and he didn't have to ask for food or for water. Once he stops, the people give him food, entertain him. That is one aspect of Ubuntu but it'll have various aspects. Ubuntu does not mean that people should not enrich themselves. The question therefore is: Are you going to do so in order to enable the community around you to improve?” (Mandela)

(figura: montagem realizada por mim, a partir de figura do powerpoint)