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terça-feira, 5 de maio de 2009

Luís Serguilha

O poeta português Luís Serguilha estará visitando o Brasil no mês de junho. Participa do SIMPOESIA II – encontro pan-americano de poesia, em São Paulo, de 02 a 07. Em seguida, estará em Belo Horizonte nos dias 08 a 10, onde fará leituras e participará de debates e eventos na UFMG. Seu destino final é o Rio de Janeiro para evento literário e leituras – debates na UFRJ.

Luís Serguilha é poeta e ensaísta, nascido em Vila Nova de Famalicão, Portugal. Publicou no Brasil os livros: As processionárias (2008), e Roberto Piva e Francisco dos Santos: na sacralidade do deserto, na autofagia idiomática-pictórica, no êxtase místico e na violenta condição humana (2008). Em edição portuguesa encontramos as obras: O périplo do cacho (1998), O outro (1999), Lorosa´e Boca de Sândalo (2001), O externo tatuado da visão (2002), O murmúrio livre do pássaro (2003), Embarcações (2004), A singradura do capinador (2005), Hangares do Vendaval (2007). Seu livro de prosa intitula-se Entre nós, de 2000, ano em que recebeu o Prémio de Literatura Poeta Júlio Brandão. Participou em vários encontros internacionais de literatura e possui textos publicados em diversas revistas de literatura no Brasil e em Portugal, além de outros trabalhos traduzidos em língua espanhola e catalão. Coordena uma coleção de Poesia contemporânea Brasileira na prestigiada Editora COSMORAMA.

Compartilho com vocês um dos textos que o poeta me enviou. Veja mais sobre a poesia dele aqui, aqui e aqui comentário de Jorge Luís Antonio sobre o livro Hangares do Vendaval.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Cores de um poeta


O meu amigo Cícero, arquiteto, poeta, cultivador de orquídeas e amante das maritacas que vão admirá-las, mandou-me o poema "Novas Cores" que, com a permissão dele, aqui publico.


Novas Cores

(Cícero Christófaro, 2001)

Azul
Mero instrumento do poder
Do não querer das outras cores
O azul
Fundo azul
“Foda-se o amarelo”
Não quero o azul!
Mas ele é o instrumento do poder
“Do poder”!
E se o azul desmaiar
Desvincular do branco os tons púrpuras
Dezazulando-se e se perdendo

na mediocridade de uma cor qualquer?
"Que seria do amarelo”?
Não sei!
Não sei nem o que seria do azul
Talvez o amarelo reinasse
Quem sabe seria o sol?
Sol! amarelo!
Foda-se o azul
Foda-se a mediocridade!
Mas quem disse que a mediocridade
é o fundamento, apenas,
de uma profusão de cores?
A mediocridade fundamenta-se, apenas,
na mediocridade
e não nas cores!
Fodam-se as cores!
Foda-se o púrpura!
Foda-se o amarelo!
Foda-se o vermelho!
E o branco?
Foda-se também pelo tanto que é insípido!
Fodam-se também os fundamentos!
Foda-se a mediocridade!
Amarelo agora
É o poder!


Imagem obtida do clipart do powerpoint