Babel, Brad, Japan, Mexico, som, cores, tiro, afetos, água, sangue, o bater de asas do outro lado que nos faz pensar nas luzes multicores e as vidas em cada janela - tudo tão perto e tão longe, invadindo, ligando, revelando a teia invisivel que sustenta o ar.
A Alegre, a festiva agitação das panelas e tachos A inútil zanga dos velhos armários de mogno, solenes, Achando tudo aquilo uma grande palhaçada... As xícaras e pires fazendo tlin-tlin-tlin-tlin As gaiolas dos passarinhos cantando em coro com os próprios passarinhos Oh! a alegria das coisas com aquela mudança Para onde? Não importa! Desde que não seja Este eterno mesmo lugar! (Mario Quintana)
... e aqui vou deixar a minha pele, cada camada de olhar, de sombra, impressões digitais, e você me ache, me coma, vista a fantasia que coloquei pra secar ai nesse varal... (Iêda Lima)
“Quem disse que eu me mudei? //Não importa que a tenham demolido: /a gente continua morando na velha casa em que nasceu.” Mario Quintana
“Não sei / o que querem de mim essas árvores/ essas velhas esquinas/ para ficarem tão minhas só de as olhar um momento.” Mario Quintana
“Nunca busquei viver a minha vida. /A minha vida viveu-se sem que eu quisesse ou não quisesse. /Só quis ver como se não tivesse alma. /Só quis ver como se fosse apenas olhos.” Fernando Pessoa (Alberto Caeiro)