
O meu amigo Cícero, arquiteto, poeta, cultivador de orquídeas e amante das maritacas que vão admirá-las, mandou-me o poema "Novas Cores" que, com a permissão dele, aqui publico.
Novas Cores
(Cícero Christófaro, 2001)
Azul
Mero instrumento do poder
Do não querer das outras cores
O azul
Fundo azul
“Foda-se o amarelo”
Não quero o azul!
Mas ele é o instrumento do poder
“Do poder”!
E se o azul desmaiar
Desvincular do branco os tons púrpuras
Dezazulando-se e se perdendo
na mediocridade de uma cor qualquer?
"Que seria do amarelo”?
Não sei!
Não sei nem o que seria do azul
Talvez o amarelo reinasse
Quem sabe seria o sol?
Sol! amarelo!
Foda-se o azul
Foda-se a mediocridade!
Mas quem disse que a mediocridade
é o fundamento, apenas,
de uma profusão de cores?
A mediocridade fundamenta-se, apenas,
na mediocridade
e não nas cores!
Fodam-se as cores!
Foda-se o púrpura!
Foda-se o amarelo!
Foda-se o vermelho!
E o branco?
Foda-se também pelo tanto que é insípido!
Fodam-se também os fundamentos!
Foda-se a mediocridade!
Amarelo agora
É o poder!
Imagem obtida do clipart do powerpoint